sábado, 4 de fevereiro de 2012


A greve de policiais militares da Bahia, que entra em seu quinto dia neste sábado (04/02) e tem provocado uma onda de violência, vem ganhando adesões no interior do Estado.
Integrantes do 20º Batalhão da Polícia Militar, do município de Paulo Afonso (a 484 km de Salvador), também decidiram cruzar os braços sob a alegação de que o governo não vem cumprindo com algumas pendências.

Na noite da sexta-feira (3), policiais da cidade de Barreiras (a 848 km da capital baiana) também aderiram ao movimento. Entre a 0h de ontem e as 14h30 de hoje, 30 pessoas morreram no Estado, segundo dados da Secretaria de Segurança da Bahia.

Pela manhã, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, chegaram ao Estado.

Eles devem se reunir com o governador do Estado, Jaques Wagner (PT), para acompanhar as operações coordenadas pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

Clima em Salvador

Embora o sentimento de insegurança continue em Salvador, a população tem retomar a rotina com a presença de militares nas ruas. Na avenida Manoel Dias da Silva, no bairro de Pituba, as lojas estão abertas assim como alguns pequenos restaurantes. O mesmo se verifica em outros pontos da orla marítima.
 
Em entrevista a uma emissora local, o general do Exército Gonçalves Dias, que coordena o reforço da Força Nacional no Estado, pediu aos baianos que retomem a normalidade.

“Saíam às ruas, vivam a vida normal. Se precisar, eu estarei junto com a população para dar atendimento. Nós vamos fazer isso”, declarou. “Se precisar de mais gente, nós vamos colocar. Existe ordem do comandante geral do Exército para fazer isso, com o aval da presidente da República”, disse.

Durante a madrugada, o reforço policial passou a realizar blitze e abordagens nas ruas e avenidas da capital. Mesmo assim, bandidos saquearam e atearam fogo a uma loja de móveis na rua Estrada das Barreiras, periferia da cidade.

Também um supermercado da rede G Barbosa, localizado na avenida Ogunjá, área central da capital, foi alvo dos criminosos. Conforme a central de polícia, ao menos 15 pessoas são suspeitas de participar da ação.