Seis presos foram mortos por outros detentos
durante rebelião, nesta segunda-feira (28/04), na ala provisória do Conjunto
Penal do município de Eunápolis, no extremo sul da Bahia. A informação é da
Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
De acordo com a Polícia Militar, os presidiários
começaram a se mobilizar quando foi comunicada uma revisão de rotina nas celas
da unidade prisional, por volta das 9h30. Os presos, então, começaram a quebrar
objetos do pátio do conjunto penal e queimar colchões.
Atingidos por pedras, dois policiais militares
receberam atendimento do Samu. Os mortos, em sua maioria presos acusados de
estupro, foram amarrados a colchões e queimados. Os corpos, ainda não
divulgados, foram encaminhados para o IML de Porto Seguro.
Por volta das 17h30, a rebelião foi contida por cerca de 50 policiais. A ala onde ocorreu a rebelião foi totalmente destruída e queimada.
Por volta das 17h30, a rebelião foi contida por cerca de 50 policiais. A ala onde ocorreu a rebelião foi totalmente destruída e queimada.
Representantes
da Polícia Militar, junto com o superintendente de gestão prisional da SEAP e o
diretor do presídio decidem o local para onde os presos serão encaminhados,
pois a ala não tem condições de abrigar os detentos.
De acordo com o major Cléber Santos, comandante da 7ª CIPM, a PM foi convocada para dar apoio a uma revista que seria feita nas celas da unidade prisional, o que provocou revolta no momento da fiscalização por volta de 9h30. "Cerca de 350 presos quebraram o pátio todo", diz o major.
De acordo com o major Cléber Santos, comandante da 7ª CIPM, a PM foi convocada para dar apoio a uma revista que seria feita nas celas da unidade prisional, o que provocou revolta no momento da fiscalização por volta de 9h30. "Cerca de 350 presos quebraram o pátio todo", diz o major.

Os presos Udson Nascimento Jesus, 31 anos e Wagno Santos Porto, de 32, foram levados para o Hospital Geral no começo da rebelião. Segundo um médico, os eles apresentavam perfurações nas pernas.
O subcomandante da 7ª CIPM, Tiago Cruz, disse que, durante a revista, um policial efetuou disparo nas pernas dos detentos para resguardar a integridade física de agentes que tentavam fazer uma revista.
A
presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (Subseção de Eunápolis), Roberta
Tutrut, esteve no presídio juntamente com o juiz da Vara de Execuções Penais,
Otaviano Andrade Sobrinho, para dar garantias aos presos, que relutavam em ser
render.
Familiares dos detentos, do lado de fora do presídio, recebiam ligações dos detentos, relatando a situação no conjunto penal.
Familiares dos detentos, do lado de fora do presídio, recebiam ligações dos detentos, relatando a situação no conjunto penal.
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