
O deficiente recebe mensalmente uma aposentadoria de R$ 560 por invalidez. Morador da invasão do Cajueiro, ele conta com voz trêmula e cabeça baixa, como participou do assalto. “Eu estava em casa e Júnior foi me chamar para ir com ele nessa loja, mas sabia que ele planejava assaltar. Quando chegamos, ele me deu um facão e anunciou o assalto. Quando a polícia chegou, Júnior já tinha fugido e eu, por ser deficiente, fui preso”, defendeu-se o acusado, que também é usuário de drogas.
Segundo informações de Ubiraci, a deficiência visual ocorreu após uma tentativa de homicídio próximo a casa onde mora na localidade do Cajueiro. “Laércio (um traficante do local) roubou minha namorada e eu bati nele com socos e pontapés. Depois disso ele passou a me ameaçar e um dia, quando estava jogando baralho com a galera, fui cercado por seis homens e Laércio atirou no meu rosto”, contou. O projétil atravessou a face de Ubiraci, que terminou perdendo a visão dos dois olhos.
Em depoimento à delegacia, o proprietário da loja, Nelson Troccoli Santos, 62 anos, contou que durante o assalto, a dupla ameaçou as vítimas de morte e agiu com agressividade. Após o ato, os assaltantes fugiram agredindo e ameaçando quem passava pela calçada.
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